dezembro 19, 2019

    São vários os nomes influentes no plantel e no balneário do Quinta dos Lombos mas entre todos há um que se distingue pela capacidade de liderança e o respeito natural que conquistou por parte de todos, desde colegas de equipa até equipas técnica e directiva e incluindo até a massa adepta. Desta forma, lidera o grupo como um exemplar capitão - Eddy Fernandes é já uma marca registada e associada a este clube.

    A preponderância de Eddy é tão grande que transcende a quadra de jogo, o que ajuda a equipa a manter-se equilibrada mesmo quando o seu capitão está ausente, como foi o caso das três últimas jornadas da Liga Placard nas quais o capitão não participou por lesão mas foi figura sempre presente...mesmo estando ausente. Ainda assim, declara humildemente que "não digo que a minha ausência tenha prejudicado a equipa."

    "A equipa tem bons jogadores e temos dois bons jogadores há algum tempo de fora, o Chelas e o Hugo Eduardo, e tem correspondido mesmo sem eles. Não digo que a liderança me destaca, mas normalmente os jogadores mais novos que chegam aqui dizem 'ah, o capitão' e pensa que eu sou daqueles capitães de tipo autoritário...não, não sou isso. Tento lidar com eles de igual para igual com qualquer," explica o bem conhecido 8 dos Lombos.

    Percurso de Eddy no clube foi sempre de ascensão e solidificou-se


    A Eddy basta-lhe ser ele próprio para personificar o papel de um capitão e reflecte ainda a juventude do plantel. Com 31 anos recentemente cumpridos, é também o jogador de idade mais avançada no grupo de trabalho. "Claro que há momentos em que a gente tem de ter aquela voz de comando. Nunca pensei ser o jogador mais velho porque eu com 31 anos não me sinto com essa idade, ainda brinco com os meus colegas e digo que me sinto com 26, 27!"

    "Sinto que sou do tempo deles. No início eu não jogava Futsal, joguei Futebol de Onze até aos 17. Só no último ano de júnior passei para o Futsal, muita gente me disse que como já tenho muitas épocas nos Lombos devia ser sempre a subir, a primeira época foi de aprendizagem, na segunda fui o melhor marcador da equipa..." e garante continuar a gosto no clube como um dos fixos de maior renome na Liga Placard.

    Como único lamento, Eddy guarda que o seu país natal, Cabo Verde, continue sem organizar-se de forma a que possa juntar uma selecção e assim disputar competições internacionais: "acho que isso já é...não vou dizer um sonho, mas  e ao longo da carreira, quando cheguei à II Divisão e subi, aí comecei a pensar porque é que Cabo Verde não poderia construir uma selecção de Futsal. Claro que seria uma honra poder representar o meu país," garantiu. 

     

    --

    Rafael Batista Rei